04/11/2014 15h11 - Atualizado em 06/11/2014 20h06

    O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma condição que afeta, em sua maioria, as pessoas jovens e em fase de maior produtividade. Os principais agentes de TCE são: acidentes com veículos automotores, quedas de altura, agressões físicas e outros. Frequentemente notificada pela mídia, a  embriaguez dos condutores é um grande fator agravante. A estimativa desta ocorrência é da ordem de 70% dos envolvidos em acidentes automobilísticos.

    A avaliação hospitalar inicial segue um protocolo (ATLS) no qual as condição circulatória e respiratória são avaliadas inicialmente, seguida da avaliação neurológica. Os paciente são então classificados como pacientes de emergência (aquele que tem risco iminente de morte), atendimento de urgência (aquele paciente grave, com risco de vida , mas sem a iminência) e o paciente não urgente. A gravidade do trauma depende da intensidade do mesmo, das estruturas comprometidas e da brevidade com que o atendimento hospitalar são iniciados.

    

      Classifica-se o TCE em: leve, moderado e grave, de acordo com o quadro clínico inicial apresentado pelo paciente. Aquele que é dito grave, está frequentemente associado com o comprometimento de outros órgãos; assim fica caracterizado o quadro  politraumatismo. As seqüelas, que são as deficiências definitivas resultantes desse processo agressor, podem se expressar de uma forma muito variada. Assim sendo, a conscientização das pessoas em relação a adoção  de medidas preventivas adequadas é a melhor maneira para diminuir tanto a incidência dos eventos traumáticos e consequentemente os quadros de sequela neurológica.

 

 

  por Dr. Paulo Roberto Laronga. CRM  20.724.